segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A importância da leitura em sala de aula para a fluência leitora

Ler por ler é atividade para se fazer na escola. Cada vez mais, professores têm valorizado as práticas de leitura em sala de aula. Atividades variadas favorecem a fluência leitora e a compreensão dos textos

 

Leitura ganha espaço para ser atividade central nas aulas. Foto: Gabriela Portilho

     O trabalho com leitura parece estar em um novo patamar nas escolas nos últimos anos. Os professores compreendem a função da leitura em suas diferentes modalidades: leitura pelo professor, leitura pelo aluno, leitura compartilhada, leitura para apresentar aos outros. Ler e apreciar um texto, atribuir sentido a ele, reler, comentar, comparar com outras leituras, ouvir o que dizem outras pessoas sobre o mesmo texto e ampliar seu olhar são ações que a escola pode desenvolver com os alunos em diferentes faixas etárias.
     A leitura feita pelo professor alcançou o "horário nobre" em muitas salas de aula e hoje não é mais vista como uma atividade sem grande importância, que é realizada se sobrar um tempinho no final do dia, ou ainda para que seja feita outra atividade com base nela. A leitura está se tornando uma atividade central da aula, ocorre diariamente e, com isso, os professores têm mostrado aos alunos sua importância. As crianças podem conhecer diversos gêneros textuais, escritores e suas obras, valorizar diferentes estilos e apreciar textos de qualidade, previamente selecionados pelo professor, que compartilha com elas os critérios de sua escolha.
     A leitura compartilhada ou colaborativa - aquela em que alunos e professor leem juntos um mesmo texto e apresentam suas ideias e impressões acerca do que foi lido - tem como finalidade, segundo Kátia Bräkling, em Sobre a leitura e a formação de leitores, "ensinar a ler, ou seja, criar condições para que as estratégias de atribuição de sentido (sejam relativas à mobilização de capacidades de leitura, ou utilização de determinados procedimentos e desenvolvimento de comportamentos leitores) sejam explicitadas pelos diferentes leitores, possibilitando, dessa forma, que uns se apropriem de estratégias utilizadas por outros, ampliando e aprofundando sua proficiência leitora pessoal". A leitura compartilhada precisa ganhar mais espaço na escola com o intuito de dar aos alunos um modelo de leitor (o professor) e promover o intercâmbio de ideias sobre o que foi lido.
     Comentar sobre o que leu ou ouviu ajuda a atribuir sentido ao texto. Ao ouvir um conto, notícia ou lenda, o aluno o interpreta com base em seus conhecimentos de mundo e de outros textos, do que sabe e conhece do gênero ou do autor, do que antecipou durante a leitura. Quando ouve outras interpretações sobre o mesmo texto, ele passa a considerar diferentes pontos de vista e revê os seus, modificando-os, ampliando-os ou reforçando-os. Considerar o que um colega compreendeu, que caminho percorreu para chegar àquela conclusão e localizar qual parte da leitura possibilitou sua análise, ajuda-o a buscar sentido, a entender melhor o conteúdo e a ampliar sua própria interpretação sobre aquele texto e sobre outras leituras.

 http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/importancia-leitura-sala-aula-fluencia-leitora-748409.shtml?utm_source=redesabril_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=artigo&utm_content=link

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

SEMPRE CORA CORALINA...


    Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas, 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás.
      Se achava mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno. Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha.
     Nascida em Goiás, Cora tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos depois que o marido, o advogado paulista Cantídio Brêtas, morreu, em 1934. “Mamãe foi uma mulher à frente do seu tempo”, diz a filha caçula, Vicência Brêtas Tahan, autora do livro biográfico Cora Coragem Cora Poesia. “Dona de uma mente aberta, sempre nos passou a lição de coragem e otimismo.” Aos 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Cora, que começou a escrever poemas e contos aos 14 anos, cursou apenas até a terceira série do primário. Nos últimos anos de vida, quando sua obra foi reconhecida, participou de conferências, homenagens e programas de televisão, e não perdeu a doçura da alma de escritora e confeiteira.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"O encantamento não está no que se vê. Está no que se imagina". Rubem Alves

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Boa semana a todos! Para refletirmos...

Como melhorar a escrita? 

       Como melhorar a escrita de textos? Essa é uma pergunta recorrente entre os falantes, pois escrever bem pode ser o segredo do sucesso na vida acadêmica e na vida profissional. A resposta não é simples, afinal de contas, escrever bem é uma competência que desenvolvemos ao longo da vida, não existe uma fórmula mágica capaz de nos transformar em exímios escritores do dia para a noite.
Se você quer aprender a lidar melhor com a modalidade escrita ou mesmo aprimorar o conhecimento sobre a língua que você já dispõe, confira as cinco dicas de redação que o Brasil Escola preparou especialmente para você. Vamos lá?
Dicas de redação: Como melhorar a escrita?

Ler mais, diversificar o tipo de leitura e ficar atento à estrutura textual estão entre as cinco dicas que podem ajudá-lo(a) a escrever melhor 
 Ler mais, diversificar o tipo de leitura e ficar atento à estrutura textual estão entre as cinco dicas que podem ajudá-lo(a) a escrever melhor
  
Dica 1 ► Leia mais: É inegável o fato de que quem lê mais tem mais facilidade com a modalidade escrita. É por isso que lá no começo deste texto afirmamos que não existe uma fórmula mágica disponível para transformar uma pessoa que não lê em um bom escritor. Escrever bem é um objetivo a ser alcançado, e o melhor exercício para atingir essa competência linguística é a leitura. Por meio da leitura entramos em contato com a língua e seus diferentes registros, aprendemos na prática regras da norma-padrão sem que precisemos decorar toda a gramática normativa;
Dica 2 ► Diversifique a leitura: Não basta ler qualquer coisa, é preciso selecionar aquilo que você vai ler. Você pode ler best-sellers, mas não se esqueça dos clássicos da literatura, afinal de contas, eles são os textos-fontes de toda literatura contemporânea. Lembre-se também de diversificar a leitura, ou seja, não fique preso a um único gênero textual. Conhecer os gêneros e suas características é importante para que você os identifique, assim como é importante para que você se aproprie de seus recursos linguísticos;
Dica 3 ► Não se esqueça do leitor: Dica importantíssima! Qual é a finalidade maior da linguagem, seja ela oral ou escrita? A comunicação. Se a comunicação não acontece, ou seja, se o leitor não consegue entender o que você escreveu, um dos dois está errado. Para ter certeza de que o erro não é seu, certifique-se de que seu texto está em conformidade com seu público-alvo. Evite rebuscamentos linguísticos, termos técnicos e construções sintáticas complexas, principalmente se o seu leitor for um leitor médio;
Dica 4 ► Pontue mais: Uma pontuação correta é capaz de eliminar períodos longos, tipo de construção sintática que favorece o surgimento da ambiguidade, defeito textual indesejado nos textos não literários. Se você não conhece bem todas as regras para pontuar adequadamente, faça o simples exercício de ler seu texto em voz alta. Ao ler sua redação, certamente você entenderá quando e como pontuá-la, o que consequentemente levará à elaboração de períodos mais curtos. Os períodos curtos podem eliminar incoerências, além de ser uma ótima pedida para a coesão de seu texto;
Dica 5 ► Cada parágrafo, uma ideia: Você sabe para que serve o parágrafo? Na estrutura do texto, o parágrafo é responsável por dar um intervalo entre um assunto e outro dentro do mesmo tema. Isso quer dizer que em um único parágrafo não devem coabitar ideias diferentes, nele deve existir uma ideia central desenvolvida por ideias secundárias que estabeleçam conexão com o tópico frasal. Se você perceber que outra ideia central surgiu, então é hora de mudar de parágrafo. Se ainda assim, ao final de seu texto, você notar que a estrutura textual ficou comprometida em virtude da paragrafação inadequada, não tenha preguiça de reestruturá-lo. Reescrever é um dos principais exercícios para quem quer aprimorar a escrita.
Esperamos que você aproveite ao máximo nossas dicas de língua portuguesa! Boa leitura e bons estudos!

                                                                                                      Por Luana Castro
                                                                                                 Graduada em Letras
 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016



Crianças que têm contato com música aprendem a ler e a escrever com mais facilidade


    Pode ser no carro, na sala de aula ou na festa de aniversário. Ouvir música com as crianças é sempre uma delícia, certo? O contato precoce com este tipo de arte ainda é capaz de beneficiar o aprendizado do seu filho. Cantar e tocar instrumentos faz com que ele estimule áreas neuronais que serão trabalhadas futuramente em outras funções – como nos cálculos matemáticos ou na leitura de textos.

    Tudo começa na fase de musicalização: de forma lúdica, sem ainda formalizar conhecimentos, a criança desenvolve a percepção auditiva. “Ela é capaz de distinguir um som agudo de um som grave. Se ouvir uma valsa e, em seguida, uma marcha, perceberá também a mudança de ritmo”, explica Margarete Kischi Diniz, coordenadora de música do Colégio Porto Seguro, na unidade Morumbi (SP). Essa percepção só é possível porque há um estímulo na região cerebral denominada córtex auditivo. Além disso, ouvir uma canção trabalha a coordenação motora, já que seu filho sentirá o ritmo e o reproduzirá com movimentos corporais – aqueles passos de dança que encantam a família.
Aos 6 anos, em geral, a escola passa a formalizar o ensino musical, apresentando técnicas para tocar instrumentos, notas musicais e partituras. E é justamente esse tipo de conhecimento que auxiliará o processo de alfabetização da criança. “Os princípios de aprender uma canção e de ler um texto são muito parecidos. É a transformação da língua falada em símbolos que precisam ser decodificados”, esclarece Antonio Carlos de Farias, neurologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Compare: a partitura passa a ser o símbolo que traduz o som ouvido. A palavra escrita segue a mesma lógica, já que é uma representação no papel do que é ouvido nas conversas.

    Essa relação foi também comprovada por um estudo recente organizado pela Northwestern University, nos Estados Unidos. Crianças de 9 a 10 anos foram divididas em dois grupos: o primeiro teve lições de música por dois anos e o segundo, nenhum contato escolar com a disciplina. Após o período, os cientistas descobriram que aquelas que aprenderam a cantar e a tocar instrumentos tiveram melhor desempenho em leitura e em escrita. Elas conseguiam distinguir sons com mais facilidade que as demais e não tinham dificuldade de concentração em ambientes agitados.

   Além disso, a música é um excelente incentivo à linguagem, por auxiliar na aquisição de vocabulário. Até a interpretação de texto é beneficiada pelo contato com as canções. “A memória operacional se desenvolve e faz com que a criança escute uma música e preste atenção ao que está sendo cantado. Ela consegue absorver a mensagem e o sentimento transmitido. Esse mesmo processo é encontrado ao ler um livro, que exige a concentração para dar significado à história”, explica o neurologista. Acredite: até o aprendizado de matemática é auxiliado, considerando que os números são símbolos, assim como as notas musicais.

Em casa

     De acordo com a lei nº 11.769, de 2008, a música deve ser conteúdo obrigatório na Educação Básica de todas as escolas brasileiras. O objetivo da exigência não é formar músicos, e sim desenvolver a sensibilidade e a integração dos alunos. Mas atenção: você também deve estimular o contato de seu filho com a música em casa.

    Se a criança perceber que os pais valorizam este tipo de arte, também tenderão a apreciá-lo. Não adianta apresentar uma canção de forma artificial – a introdução precisa ser lúdica. Presenteá-la com um tamborzinho ou dançar junto com ela são formas criativas de iniciar o contato.

     É importante que você tome certos cuidados: não coloque o som em um volume muito alto, já que a audição da criança ainda não está totalmente amadurecida. E coloque um ritmo compatível à faixa etária – um bebê preferirá algo calmo, como música clássica. O rock pesado pode esperar um pouquinho, certo?

    Aproveite o momento de escutar música em família para enriquecer o repertório cultural do seu filho. Apresente a ele tanto compositores nacionais como internacionais, para que, aos poucos, ele desenvolva uma preferência pessoal. E mais: que tal, a cada faixa, contextualizar a obra? Diga em que época a canção foi criada, em que país ela se originou, como são os costumes daquele local. Será uma brincadeira divertida – e os resultados serão para a vida toda!

Por Luiza Tenente - atualizada em 25/08/2014 14h34

http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Desenvolvimento/noticia/2014/08/criancas- que-tem-contato-com-musica-aprendem-ler-e-escrever-com-mais-facilidade.html